terça-feira, 24 de maio de 2011

O compromisso em nós

O compromisso em nós

A dor que navega
Pelas mentes oxidadas
Por corações mutilados
Que na sua ânsia gotejam palavras
Cada palavra ensanguentada
Num arrancar constante de farpas
Algures alojadas … Sem se aperceberem
Na sua dor
Da vida que rejubila à sua volta
Esquecendo a verdadeira essência
O AMOR
É do amor que provém a dor
Que apenas existe para o purificar
Eternizar…
Não nos esqueçamos que o amor
O nosso AMOR… É NOSSO
Não o deixemos maltratar
Mas se acontecer e a dor vier
Não devemos as farpas arrancar -
Mergulhemos em nós, atravessando a dor
Permanecendo na mais profunda quietude
Do nosso ser … e assim nos (re) estruturarmos
Mas atentos e sem a porta fechar
Para que quando a praia surgir
Possamos espraiar, pelas longas línguas de areia
O amor, o NOSSO AMOR
Num acordar suave e na sua delicadeza
Saborear, apreciar, degustar… Cada momento
Do tempo, da vida, de nós.
Do outro.

José Apolónia 24/05/11

sábado, 21 de maio de 2011

A critica...

A critica…

Criticam-me,
Por frases soltas escrever
Ainda que por emoções tomadas
Mas que mais posso fazer
Do que em prosa tintar
E todo o meu sentir jorrar
Num acto que mais não é
Que o meu calar…
E assim sossegar.

JoseApolonia  21/05/2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Paixões Eternas

       Há muito tempo, na adolescência de António, ele gostava de uma rapariga linda, com olhos castanhos, cabelo loiro e um corpo bastante jeitoso. António sempre que podia aproximava-se dela e segredava-lhe os seus poemas românticos que compora especialmente para ela. Até que... houve um dia, António descobrira que Soraia (essa rapariga de olhos castanhos, cabelo loiro e um corpo jeitoso), gostava também de António.

       Houve um dia António encheu-se de coragem e, pediu-a em namoro. Soraia aceitou, obviamente. Num dia iam ao cinema, no outro estavam na piscina. António e Soraia faziam o par perfeito.

       Casaram com 25 anos, infelizmente Soraia morrera com 40 anos, com cancro da pele, diagnosticado mais recentemente. Mas mesmo assim, António nunca deixara de gostar Dela.

Frederico Apolónia   04/11/10