quinta-feira, 9 de junho de 2011

Eu que me afasto…

Eu que me afasto…

Segue o caminho, o das azinhagas
o da terra batida pelo calcar dos anos
aquele que se forma entre as silvas
que é bordejado pelas giestas
que tem os aromas do campo
 da vida
Ladeia os vales, sobe e desce montes
Pára, pára
escuta
consegues escutar?
Senta-te e escuta
O silvo do vento por entre as árvores
O zumbido da abelha na flor
O da libelinha
Consegues sentir esta dança?
Uma perfeita sinfonia
Da natureza
Segue, segue até ao caminho
Que contorna o rio
Que o acompanha, e vê
Vê aquele ponto no horizonte -
Sou eu a navegar
Eu que me afasto da tempestade
Da tormenta, das areias movediças
Eu que levo comigo tudo o que é meu
E dois sóis
Dois rebentos meus
Que amo

   Jose Apolonia  06/06/2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Efémeros os vazios...

Efémeros os vazios…

 O vazio que por vezes nos assola
Que se instala em nós
Provocando um estar ou um não estar!
Uma azia, uma falha, um cataclismo.
Uma tomada de consciência…
de nós próprios.
Assusta-nos… Remete-nos para
o vazio da nossa existência
“para a perda
ainda que seja de algo que nunca tivemos
que nunca foi nosso
mas que ficou
por cá…
por um tempo”
sendo que pelo menos,
pelo menos
uma vez na vida devemos fazer,
dizer, devemos gritar
o que queremos, o que nos vai na alma.
Se o pudermos fazer mais ainda,
óptimo.
Os vazios, os cataclismos...
Muitos -
e efémeros.

Jose Apolonia  01/06/2011