terça-feira, 19 de julho de 2011

As palavras quando escritas

As palavras quando escritas
Ganham vida
E  tudo o que tem vida
Deve ser livre
Não deve ficar na prisão
De uma página
Tens razão amiga
Tens razão  amigo
Façamos das palavras pássaros
Pássaros livres
Dos ferros de uma gaiola
Que se escapem subtilmente
Com um toque de magia
Que sejam arautos
Que sejam nossas as palavras
De todos nós
Que atravessem continentes
Oceanos
Que nos precedam
A nós
Que as tintamos.

Jose Apolónia  19/07/11

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Deambulei pelas palavras

Deambulei pelas palavras
Na vã esperança de encontrar
Alguma que te retratasse
Te descrevesse na perfeição
Alguma que me tocasse
E me levasse num embalo
Qual folha que cai
Rumo ao teu coração.

Sôfrego, sorvi mil palavras
De uma só vez
E nada.

Mais cansado que as palavras
Que me passam num turbilhão
Tropeço na solidão
Da lua
Que envergonhada se esconde
Na nuvem que passa
E assim escapa em segredo
Da lua
Deusa tua
Nesta noite que se revela crua


Jose Apolonia    18/07/2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Não tens que ter medo

Não tens que ter medo
Tens uma vida
E gostas
Tenho uma vida
E gosto
Algures perto de nenhures
Muito perto mesmo
Ouvi algo parecido
Que partilhei
Com alguém que gosto
Agora partilho contigo
Quero que saibas que gosto
De ti
De mim
Gosto mesmo muito
De nós
Não tens que ter medo
De ti
 da vida
que é rosa
que é negra
que é nós
e nós
somos nós
a vida
que tem várias cores
não tens que ter medo
sê torre
sê colorida
José Apolónia   10/07/11