quinta-feira, 21 de julho de 2011

A delirar, com febre mesmo


A delirar, com febre mesmo

Que tenho ?
Que me falta ?
Tenho fome de ti
Fome de ti
De te ver
Fome dos teu olhos
Fome de me perder no teu olhar
De me banhar no teu sorriso
De perder minhas mãos
No labirinto que é o teu corpo
De me perder todo em ti
Desaparecer como a lua
Num eclipse
E voltar
Voltar a me encontrar
Em ti.
Que tenho ?
Que me falta ?
Tenho sede muita sede
 De ti
Das tuas palavras entoadas
Da melodia na tua voz
Sede do teu perfume
Tenho sede muita sede
De ti
Sequioso mesmo
Tenho de te sorver
Beber
Mas com cuidado
Mastigando-te, degustando-te
Devagar

Jose Apolonia  18/07/2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

As palavras quando escritas

As palavras quando escritas
Ganham vida
E  tudo o que tem vida
Deve ser livre
Não deve ficar na prisão
De uma página
Tens razão amiga
Tens razão  amigo
Façamos das palavras pássaros
Pássaros livres
Dos ferros de uma gaiola
Que se escapem subtilmente
Com um toque de magia
Que sejam arautos
Que sejam nossas as palavras
De todos nós
Que atravessem continentes
Oceanos
Que nos precedam
A nós
Que as tintamos.

Jose Apolónia  19/07/11

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Deambulei pelas palavras

Deambulei pelas palavras
Na vã esperança de encontrar
Alguma que te retratasse
Te descrevesse na perfeição
Alguma que me tocasse
E me levasse num embalo
Qual folha que cai
Rumo ao teu coração.

Sôfrego, sorvi mil palavras
De uma só vez
E nada.

Mais cansado que as palavras
Que me passam num turbilhão
Tropeço na solidão
Da lua
Que envergonhada se esconde
Na nuvem que passa
E assim escapa em segredo
Da lua
Deusa tua
Nesta noite que se revela crua


Jose Apolonia    18/07/2011