quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PORQUÊ

PORQUÊ

Quem és tu
Que fazes por aqui
Há muito que por aqui
Não devias andar
Mas andas
Por aqui habitas
Em casa alheia
Mas porque me visitas
Porque me assaltas
Na oferta de noites claras
Em claro
Porque me tocas
Os sonhos
Que não me lembro
Porque acordo alagado
Inquieto…

Jose Apolonia  17/05/11

É FOGO O QUE EM MIM ARDE

Tenho fogo nas mãos
E penso-te
E tenho fogo nas mãos
E tremo
Só de te pensar
Ardo
 Em chama viva

Tremo só de te pensar
Tremula
Eu sei, sentes
Quando te penso
Tremes na fogueira
Que em mim floresce
Queimas-te
Num delírio que gostas
Que procuras
Que não dominas
E tremes
E gostas
E lutas até à exaustão
Na procura de mais
Eu sei
Conheço-te há demasiado
Recusas ou não
Mas a verdade é que te queimas
E gostas
Na fogueira que em mim floresce

E gosto do meu sentir
Gosto de arder no fogo
E tremo quando tremes
Quando gritas
Quando inflamas
O meu nome

José Apolónia  02 /08/11

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mastigo com calma

Mastigo com calma
O néctar aveludado 
Que escorre
De um cálice com formas
Que de tão puro
Tão cristalino
Pego com cuidados
Demasiados até
Permito que se entorne
Em mim
Que me inundem
Os seus aromas
Que se evapore
Para logo voltar
A se entornar
Esse néctar
Fruto dos frutos
Deusa dos deuses
Que me eleva
Transporta
Nessa forma
Cristalina
De cálice

José Apolónia 02/08/11