sábado, 13 de agosto de 2011

COISAS SIMPLES...


Um sorriso estampado
Nos olhos
Nos meus olhos
Sinto-o de cada vez
Que contemplo uma flor
Uma pequena e simples flor
Quando me sento
A ouvir o cântico de um riacho
Ou estupefacto escuto
A história de uma pedra
Ali muito quieta, conta
Como saiu de uma pedreira
Os caminhos que percorreu
E agora ali inerte
O riacho corre incessantemente
Mas está sempre ali
Refresco os pés enquanto escuto
Por vezes parece-me distinguir
Pequenas palavras
Sorrio
Convenço-me que fala comigo
Como uma simples resposta
Que de tão pequena
Me preenche tanto
Coisas simples que me fazem sorrir
À vida

Jose Apolonia  09/08/11

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

EXPLOSÂO CÓSMICA


Como um cometa
Em aproximação fatal
A uma supernova
Em explosões tremendas
De cores
De matéria cósmica

A uma velocidade estonteante
Vivem
A  intensidade
Na exacta medida
Da velocidade
Com que se afastam

Jose Apolonia  09/08/2011

domingo, 7 de agosto de 2011

PURO, PURO O MEU SENTIR

PURO,  PURO O MEU SENTIR

Sentado numa cadeira
Os pés descalços
Num pequeno muro
O vento que sopra
Parece murmurar
Mas não estou atento
Na mesa um copo de gim
Vazio
Olho-o atentamente
Por breves instantes sinto-te
Ao meu lado
Pura ilusão que gosto
À minha frente o rio
Caldeado
Pontos de espuma
Que contigo aprendi
A chamar, denominar
Carneirinhos
Tenho saudade confesso
De um abraço um simples abraço
No mais puro dos silêncios
Ou apenas olharmo-nos
Nos olhos
Sem dizer palavra alguma
É duro
O caminho que nos propusemos
Subir e descer montanhas
Atravessar desertos
Vermo-nos, sem nos vermos
Abraçarmo-nos, sem nos abraçarmos
Sentirmo-nos, sem nos sentirmos
É curioso
O que se pode sentir
Sem nos termos
A nós

José Apolónia  07/08/11