terça-feira, 16 de agosto de 2011

Meia verdade, meia mentira


Meia verdade, meia mentira

Meia mentira, falta metade
Da mentira
Meia verdade, falta metade
Da verdade
Há um problema, um
Pequeno quê
Todos aguentamos uma mentira
Completa, inteira
Mas…
Uma verdade…completa, inteira?
Quem aguenta? Não encontrei ainda…
Falo, conto pequenos trechos de mim
Do meu sentir, incompletos
Meias verdades
Metades
E sempre cala em mim
Como um barco 
Cala no rio
E penso, dói
Dói ao rio 
O que um barco cala
Em mim…

Jose Apolonia 15/08/11

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

EMOÇÔES...


Emoções...

Depois de tantos anos
Encontrar-te
Ver-te
Sentir-te
Abraçar-te
Primeiro a alegria aquela sensação
Aquele arrepio de saber, ver-te
Vou-te ver
A lágrima ao canto do olho
Que não cai, fica
Mas
Escorre una, como um afluente
De um rio, sempre ali
Mas por dentro escondida
Escondida
De repente brota
Qual cataratas no pico
Das chuvas
E gosto, gosto
Deste sentir
Gosto do rio da chuva das cataratas
De ti, de te ver…

Jose Apolonia  15/08/11

domingo, 14 de agosto de 2011

NAS BERLENGAS

NAS BERLENGAS

Ficava aqui eternamente, não em silêncio
Aqui não há silêncio, consigo ouvir os meus passos
Nos trilhos já muito calcados, consigo ouvir
Por entre o rugir do mar, o grasnar das gaivotas
Aos milhares, consigo ouvir o piar de suas crias
Gostava de te ter comigo aqui, de silenciar
O mar as gaivotas, tapar os olhos às suas crias
 E à noite uivar à lua ou mesmo às estrelas
E te escutar por entre os silêncios, da noite
Que nos unem e separam como marés entrepostas
Gostava de te ter aqui, de parar o tempo
Que as gaivotas e o mar que aqui reinam se silenciassem
Como eu, quando em êxtase me pronuncias, devoras
Que em silêncio tapassem, com suas asas
 Os olhos de suas crias
Gostava de parar o tempo de o rachar.

Jose Apolonia   11/08/11