quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Eu permito-me

Eu permito-me

Permito-me pensar, dizer
Permito-me fazer, desfazer
Até me permito a mim
Olhar o mar casa minha, Eu
O Mar que me eleva transporta
Na sua crista de espuma
Que se revolta e me revolta
Sua densidade, sua densidade
Salina me impede afundar
Talvez menos mar ou salina
Ou mesmo menos, Eu...
Que gosto e gosto de gostar
E me permito dizer, pensar
Pelo Mar revolto sem cais
Sem porto ou abrigo
Amar não é menos é mais

Jose Apolonia 07/09/11

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O amor é transversal


O amor é
O amor existe aqui agora
Está por todo o lado
Nas coisas mais ínfimas
Existe por ai desamparado
Por vezes toca-nos ao lado
Outras, cega-nos o amor
Difícil aceitar o pôr-do-sol
O nascer do dia nublado
Correr por campos verdejados
Sentar só a ouvir o mar
Aceitar a natureza a nossa
Tendemos a conflituar a amuar
O olhar para os outros, reclamar
Esquecemos simplesmente esquecemo-nos
A nós, de crescer em harmonia
O amor está ai, sempre esteve

Jose Apolonia 06/09/11

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Como um sopro...

Como um sopro...

Na minha mente existes
Como um nó desfeito
Como sopro que se desvanece
Em mim a memória de ti
Os passos pisados devagar
Os risos largados ao ar
Fresco, maresia de algo
Não me recordo de algo
Se desvaneceu como fruto
Não colhido morreu, sonho
Caído rolou na terra ávida
Engolido lentamente, sofregamente
Sementes germinam em gemidos
Na mente ouve-se o Mar bravio
Batendo forte no coração

Jose Apolonia  05/09/11