quinta-feira, 8 de setembro de 2011

No Mar a Navegar...

No Mar a Navegar...

O Mar está calmo, sereno
Parece dormir um sono
Espelho das almas, profundo
Aves marinhas voam em círculos
Única brisa sentida de suas asas
O silêncio rasgado por seus gritos
Vorazes, acutilantes, dilaceram-no
Perfuram-no no seu âmago
Em seus bicos filhos do Mar

O dia caminha devagar
Em silêncio, reina o silêncio
À deriva sulco suas águas
O Sol já cansado brinda-nos
Com suas cores extasiantes
Navego pela noite que se entranha
Na espera do ocaso lunar
Bebo deste cálice imenso, embriago-me
Neste Elemento Mar, meu Elemento, o Mar

Jose Apolonia 08/09/11

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Eu permito-me

Eu permito-me

Permito-me pensar, dizer
Permito-me fazer, desfazer
Até me permito a mim
Olhar o mar casa minha, Eu
O Mar que me eleva transporta
Na sua crista de espuma
Que se revolta e me revolta
Sua densidade, sua densidade
Salina me impede afundar
Talvez menos mar ou salina
Ou mesmo menos, Eu...
Que gosto e gosto de gostar
E me permito dizer, pensar
Pelo Mar revolto sem cais
Sem porto ou abrigo
Amar não é menos é mais

Jose Apolonia 07/09/11

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O amor é transversal


O amor é
O amor existe aqui agora
Está por todo o lado
Nas coisas mais ínfimas
Existe por ai desamparado
Por vezes toca-nos ao lado
Outras, cega-nos o amor
Difícil aceitar o pôr-do-sol
O nascer do dia nublado
Correr por campos verdejados
Sentar só a ouvir o mar
Aceitar a natureza a nossa
Tendemos a conflituar a amuar
O olhar para os outros, reclamar
Esquecemos simplesmente esquecemo-nos
A nós, de crescer em harmonia
O amor está ai, sempre esteve

Jose Apolonia 06/09/11