terça-feira, 13 de setembro de 2011

MAR

MAR

Em mim desaguas Mar
Existes
Aqui me encontro contigo
 
No pensamento ideias, ideais
Que se formam, florescem
Em tuas cristas brancas
Se desvanecem
Quando te espraias
Quando com violência te atiras
Às rochas, negras de escárnio
Inamovíveis
Teimosamente, continuamente
Em mim teus cânticos
Vivem como num búzio
Fervilham, fervilho
Junto a ti me encontro
Sempre, inteiro

Jose Apolonia  13/09/11

sábado, 10 de setembro de 2011

Na Praia AMAR

Na Praia AMAR

O Mar nervoso, irado
Eleva-se e dobra-se sobre si
Em rebentações violentas espuma-se
 Demonstrações de grandeza, morrem
 Em seus pedaços, pedaços brancos, alvos
Lençóis brancos de espuma cobrem-no
Em orgias sucessivas abate-se
Sobre as areias da praia deserta
Que transpiram, respiram Mar
Curvo-me em sua grandeza
Com minhas mãos me lavo, refresco
Sem cuidados caminho para seu ventre
O Sol envergonhado esconde-se
Pragueja em tons amarelo vermelho
Num mergulho entro todo em si
O Mar agitado, revolto, grita por mais
Em ondas que se vem sucessivamente
Devolve-me às areias da praia
Em seu lençol branco descanso, sorrindo
Em mim seu perfume, cheiro AMAR

Jose Apolonia  10/09/11

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

No Mar a Navegar...

No Mar a Navegar...

O Mar está calmo, sereno
Parece dormir um sono
Espelho das almas, profundo
Aves marinhas voam em círculos
Única brisa sentida de suas asas
O silêncio rasgado por seus gritos
Vorazes, acutilantes, dilaceram-no
Perfuram-no no seu âmago
Em seus bicos filhos do Mar

O dia caminha devagar
Em silêncio, reina o silêncio
À deriva sulco suas águas
O Sol já cansado brinda-nos
Com suas cores extasiantes
Navego pela noite que se entranha
Na espera do ocaso lunar
Bebo deste cálice imenso, embriago-me
Neste Elemento Mar, meu Elemento, o Mar

Jose Apolonia 08/09/11