Na Praia AMAR
O Mar nervoso, irado
Eleva-se e dobra-se sobre si
Em rebentações violentas espuma-se
Demonstrações de grandeza, morrem
Em seus pedaços, pedaços brancos, alvos
Lençóis brancos de espuma cobrem-no
Em orgias sucessivas abate-se
Sobre as areias da praia deserta
Que transpiram, respiram Mar
Curvo-me em sua grandeza
Com minhas mãos me lavo, refresco
Sem cuidados caminho para seu ventre
O Sol envergonhado esconde-se
Pragueja em tons amarelo vermelho
Num mergulho entro todo em si
O Mar agitado, revolto, grita por mais
Em ondas que se vem sucessivamente
Devolve-me às areias da praia
Em seu lençol branco descanso, sorrindo
Em mim seu perfume, cheiro AMAR