sábado, 17 de setembro de 2011

Por vezes sonho…

Por vezes sonho…

Que caminho à beira mar
Por desenhos espumados, formados
Ondas espraiadas pela praia
Desenhos, Tu, Eu, desenhados
Quatro da manhã acordo
NÂO È POSSIVEL
Sonho, acordo, estou acordado
Saio, caminho, quero e vou
Não é fácil não o tem sido
Mas vou, viajar, caminhar, palavras
Quadrados, paginas, gaiolas de palavras
Recortadas, em formas, por lâminas
Pombas brancas, intenções puras
Não! A água despenha-se, cai
Chove, as palavras caem, são palavras
 Nunca o foram mais, nem menos
Molhadas, chovem palavras, caem
Abruptamente despenham-se no caos
Desfazem-se em letras, ilegível o sentido
Tocadas pelo vento, pela água, por algo
Relações de ralações persistem em nada
Sentidas, sentidas não, sem sentido
Adormeço, e espero, espero acordar…

José Apolónia   17/09/11

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Lentamente, muito …

Lentamente, muito …

O tempo corre, lento
Muito lento em mim, calmo
Espero com o vento
Vento que também corre
Lento, deitado, Eu
Degusto um fruto, romã
Lentamente, bago a bago
Se esvai o fruto, o tempo
Em mim o mar, me abraça
Acordo
Braço de Rio não Mar
Rio, sorrio à vida
Lentamente me dispo
De suas tépidas águas
O dia também corre, lento
Lentamente se veste de negro
Com botões que cintilam
Estrelas, muitas que chegam
Mas é a Lua que espero
Sereno, calmo, no embalo
Adormeço, sob seu manto
Sua luz Alva me aconchega…

Jose Apolonia  15/09/11

A capacidade de amar...

A capacidade de amar
Não
se
Esgota
Em
Nós
Que
Amamos
Mas parece que
se
esgota
parece
que
se
esgota
algures
em
quem
nos
é
demasiado
próximo
como um pavio que arde
pela chama de um fósforo…

Jose Apolonia   2011