quarta-feira, 19 de outubro de 2011

TEU SORRISO

TEU SORRISO

Esse teu sorriso existe
Esse teu sorriso, eu conheço
Perdido no horizonte entre trevas
Por caminhos selvagens, à beira MAR
Existe. Eu conheço-o. É teu esse sorriso
É simplesmente delicioso, aberto
Quente, tão quente que me perco
Perco o rumo sempre que o navego
E existe. Eu tenho-o em mim, guardado
Religiosamente, ciosamente em mim
Como o canto dum pássaro, ilumina-me
Aquece-me nas madrugadas frias, cinzentas
Embriaga-me como as cores quentes da borboleta
Dos jardins coloridos por flores selvagens
Esse teu sorriso floriu em mim e ficou
Como um oceano entre nós, onde me banho
E me perco, perco o rumo sempre que navego
Por esse teu sorriso delicioso, aberto
Sabor aMAR…

Jose Apolonia  18/10/11

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

NAS AREIAS DO MECO


NAS AREIAS DO MECO

O dia esvai-se, devagar
Sem vento, sem brisa alguma
Derrama sobre as águas límpidas
Tintas de várias cores, pincela
O azul marinho de vermelho, amarelo
Tudo mesclado, indistinto mas belo
No infinito horizonte, algumas velas
Pontos brancos navegam as cores
Imagino que aí o vento dorme
Nos panos brancos, alvos, no balanço
Do vai e vem ondulado do teu corpo
Sento-me sobre as areias, em mim
Fecho os olhos, transporto-me aí
A esses pontos brancos em ti, voo
Nas asas da gaivota em seus cânticos
Frenéticos, desperto-me em ti, MAR
Gritos estridentes ecoam sem eco
Por vales verdejantes pelas profundezas
Submersos pela calma petrificante
Das tuas águas por onde navego meu MAR

Jose Apolonia  13/10/11

sábado, 8 de outubro de 2011

Navego em ti meu Mar


Navego em ti meu Mar

Por teus caminhos me perco e encontro
Em ti as emoções brotam como água, seiva…
De fonte inexistente mas continua, da flor
Cerceada de algo por algo, chora, brota
Floresce, rosa de espinhos secos mas flor
Navega em ti na deriva de um rumo e chora
Navego em suas águas, diluídas em ti meu Mar
O tempo acelera e eu ao leme, levantas-te com o vento
As velas demasiado caçadas o mastro quase, quase
Num beijo em ti, arribo, folgo a grande, observo-te
Fúria repentina em ti, o barco casa minha, geme, grita
Em tuas formas onduladas desfeitas em fúria, espumas
Varres tudo, todo o convés te escorre, seiva tua, Mar
Em mim, espinhos cravejados em ambas as mãos
Escorrem-te flor, de cor rosa, choras aMAR
Procuras-te num dilúvio de tormentas, revoltas-te
 Num MAR de espinhos secos, áridos, arderam
Na deriva vi uma flor, florir no dorso da onda
No MAR Salgado pelo sal a navegar, em pé

Jose Apolonia   08/10/11