terça-feira, 1 de novembro de 2011

As horas o tempo, os minutos que caiem uns a seguir os outros, minutos que tambem caiem. Mas a esperança em nós essa permanece.


J.A: 11
Amar é o sentir um e outro, nus de ambos.


 J.A.  11

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pássaros de Outono


Pássaros  de  Outono

As pontas dos cabos sem nó
Agitam-se ao sabor da leve brisa
A agitação ainda contida, observo
O nascer deste dia de Outono
As folhas, essas teimam, permanecem
 Em suas casas dançam como vagas, suaves
 As emoções fluem, como se de nascente
O brilho de todas as estrelas em ti, florisse
Como se flor fosses, embrutecida de desejo
Tocas a mais bela melodia ao nascer, o azul
Em ambas as margens deste Rio, emudeces
As palavras dançam, escorrem sob dedos 
Os cabos agora caçados vivem sob tenção
As velas cheias, enfunadas. O barco navega
O rumo?
Tua melodia que escuto nas águas trémulas
Que se afastam, rasgadas pela quilha incisiva
Ao leme, beija-me o vento a brisa que me leva
Devagar, pela vida como uma carícia no caminho
Tuas palavras vão e vêm como marés vivas
Em mim, o leme da vida, o leme do barco o rumo
Será sempre o dos pássaros que voam e navegam…

Jose Apolonia  31/10/11