terça-feira, 8 de novembro de 2011

Que importa?
EU
E todo o contraditório
Que encerram as palavras
Descritas na saudade,
A saudade não morreu
Que importa matar a saudade
Se como Bem-me-queres de espuma
Tudo se dilui nas aguas do Rio

Jose Apolonia  08/11/11

quarta-feira, 2 de novembro de 2011


Fecho os olhos e vejo-te
Quente de amor ardente

Vejo as chamas do amor
Vejo as lágrimas da dor
Derramadas com ardor

Vejo a alegria estampada
Nas palavras trocadas
Vejo os caminhos
Oiço a trovoada
Vejo-te a ti em mim
Vejo tudo, vejo nada

Vejo os pássaros em melodia
Vejo-nos a nós por amor amantes
Vejo a noite apagar-se pelo dia

Vejo e sonho-te num sonho com asas
Um arco-íris sorri e vejo-te a ti em mim

Jose Apolonia  02/11/11

Historias por pintar


Historias por pintar

Gostava de contigo escrever uma melodia
 De palavras pintadas em que as aves marinhas
Cantassem os sons da escrita e os peixes
Os peixes pássaros no seu voo dançassem
Nas asas deste sonho alado, e os outros
Os peixes sem asas chapinhassem o ritmo
Das nossas palavras enleadas pela noite
É noite e…
Dobras-te sobre ti nesta noite escura
O Céu e tu, meu Mar, pintados de escuro
Pintados como um só de um azul negro
Não vislumbro a linha, o horizonte o corte
Pequenas luzes brilham em ti, Mar e
Pequenas luzes brilham em ti, Céu
E apenas as tuas cristas brancas, revoltas
Dão profundidade à tua verdadeira imensidão
Onde por vezes me perco no olhar no sentir
E quando regresso sempre trago historias tuas
Minhas e nunca sei se sou tu ou tu és eu, meu Mar

Jose Apolonia   02/11/11