quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O PALHAÇO…


O PALHAÇO…

Palavras, palavras e mais palavras
Não ditas, não escritas, não faladas
Não
Não, não  e não,  nada disso
Palavras choradas, sim, choradas
Pelo corpo titubeante do palhaço
A plateia de crianças ri em gargalhadas
Os rostos da criançada iluminados
O palhaço esse o palhaço chora e ri
Na sua coreografia colorida
Por onde se esconde sua alma descuidada
E nos faz esquecer esta palhaçada de País
Onde outros palhaços vestidos sem cores
Em suas estranhas coreografias cinzentas
Riem, brincam e usam-nos sem pudor
Estranhos palhaços estes que só nos dão dor

José Apolónia  17/11/11  

quarta-feira, 9 de novembro de 2011


Existem dias assim, cinzentos
Cinzentos de vida e as folhas?
Essas amareladas pelo frio da dor
E em silêncio
Esperam atordoadas que o vento
As arrume junto a um lancil escuro

Os ramos da vida agora nus de castanho
Jazem quietos enquanto manchas verdes
Galopantes os tingem de esperança
No acordar em todas as madrugadas frias
Das estações vindouras e de cores vivas
Se preencham os rebentos em força viva

Um rouxinol poisa no ramo repleto e encanta
De amor, por amor a natureza grita, rasga
Rebenta de rebentos e em explosões nos inunda
Oiço o canto de uma andorinha…

Jose Apolónia  09/11/11

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Que importa?
EU
E todo o contraditório
Que encerram as palavras
Descritas na saudade,
A saudade não morreu
Que importa matar a saudade
Se como Bem-me-queres de espuma
Tudo se dilui nas aguas do Rio

Jose Apolonia  08/11/11