A lembrança de dias idos
ecoa no grito estridente da gaivota
pela madrugada fria onde me aconchego
a mim, na sombra que me assiste
as estrelas cansadas de cintilar, já dormem
a lua essa permanece em seu quarto à janela
por onde espreito em arrepios de frio
o Sol que brilha, nas gotas cravejadas pelo convés.
E ecoa em mim, o grito estridente da gaivota
mas talvez esse seu grito avassalador
não seja um grito e muito menos estridente
talvez nem seja da gaivota mas sim da alma
que sente o frio da lembrança nesta madrugada
que de tão fria se faz sentir por dentro, cá dentro
por onde as paginas escritas na memória voam
por mim enquanto me visto lentamente e observo
a cama desfeita, despida, nua de ti como Eu
José Apolónia 27/11/11
domingo, 27 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Não procures
Por entre as escarpas
Escuras da vida
Nada aí existe
Para além das sombras
Cinzentas, errantes
Do passado
Se te queres a ti
Se te queres encontrar
Dá-te ao trabalho
E com as tuas mãos
As tuas próprias mãos
Escala
Sobe até ao cume
E aí chegado, senta-te
Deixa que o SOL te ilumine
Sente a sua luz, quente
Deixa que te abrace, te aqueça
E espera…
Espera a hora da LUA, das ESTRELAS
Aconchega-te nos seus braços
E dorme o sono profundo, sábio
Sob suas luzes cintilantes
E aos primeiros raios do SOL
Segue o caminho, o teu…
O que as ESTRELAS te indicaram
E vive, pois a vida é bela demais…
Jose Apolonia
22/11/11
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