quinta-feira, 1 de dezembro de 2011



Assim estou...


Como tinta que nos escorre dos sentimentos profundos da alma,
tintando o papel alvo das cores sofridas no relevo das palavras






J.A.   2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Nem eu sei...

Nem eu sei...

um ataque tenho sempre
que me desprezas
que é o habitual
o que de ti sempre tenho
de ti que não conheço
e sei sempre, o que esperar
sei em que lençol me enroscar
sei como o frio temperar
sei exactamente sua espessura
e me enrosco no nada
e assim me protejo
e olho a lua
e as estrelas
e espero o sol
e um dia ...
quem sabe...
o destino que é cru
nos encontre, na rua
e como que por milagre
derrame uma lágrima
que de tão quente
se evapore no etéreo
do calor
de nossos corpos que
de tão nus, se não conhece
o tempero…
os dedos fervem, ardem…
na saudade, como Eu

Jose Apolonia 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

O FRIO DA LEMBRANÇA

A lembrança de dias idos
ecoa  no grito estridente da gaivota
pela madrugada fria onde me aconchego
a mim, na sombra que me assiste
as estrelas cansadas de cintilar, já dormem
a lua essa permanece em seu quarto à janela
por onde espreito em arrepios de frio
o Sol que brilha, nas gotas cravejadas pelo convés.
E ecoa em mim, o grito estridente da gaivota
mas talvez esse seu grito avassalador
não seja um grito e muito menos estridente
talvez nem seja da gaivota mas sim da alma
que sente o frio da lembrança  nesta madrugada
que de tão fria se faz sentir por dentro, cá dentro
por onde as paginas escritas na memória voam
por mim enquanto me visto lentamente e observo
a cama desfeita, despida, nua de ti como Eu

José Apolónia  27/11/11