terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Isto Sou Eu...

Sou um simples adeus,
uma folha ao vento

O respingar da rebentação,
o vento que passa.
A água que se te escapa,
quando me bebes à mão

Sou o fogo que te consome,
na memória, no coração

Sou a estrela que te dá o rumo,
o pirilampo que te alumia
na noite escura e sombria

Sou tudo, não sendo nada
tronco do desespero que agarras
quando tendes tudo, é nada

Sou árvore de Outono, Diospireiro
despido de roupagem, nu de tudo
menos do fruto, do amor da cor

Sou Árvore, sou Diospireiro, sou Eu...

José Apolónia   14/12/11






segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Assim estou...
Como acordes arrancados à força de um violino.

Gostava de me guardar em mim
recolher-me como vela sem vento
colocar o Eu na tela do abstracto...

Mas ousaste...

Tocar as cordas estáticas, tensas
pintar os acústicos desta alma
vibrar neste corpo com palavras mil...

As estrelas ainda brilham no firmamento, mas é noite.

José Apolónia  12/12/11




sexta-feira, 9 de dezembro de 2011


Assim estou…
Como gota de orvalho em folha pintada de Outono.

Oscilo na dúvida.

De me evaporar
Num raio de luz
Desaparecer…
Ou
Despenhar-me
No abismo
Alimentar as tuas raízes…

José Apolónia      09/12/11