quarta-feira, 20 de março de 2013
As palavras escorrem fluentes
pela folha ainda pintada de branco
ouve-se o barulho ensurdecedor
das que querem ficar e partir
à estação chega o comboio
onde cantam alegres andorinhas
e já predomina o cheiro da Primavera
pelas manhãs que ainda acordam cinzentas
como cinzentos o não são meus olhos
mesmo ...
quando observo o teu vai e vem
quando te esvais em espuma
ainda antes de te recolheres em ti
e te esfumas pelas areias da praia
no barulho ensurdecedor da rebentação
onde apenas existo ...
José Apolónia 20/03/13
domingo, 6 de janeiro de 2013
BARCELONETA ...
BARCELONETA ...
Os barcos sempre navegam
por águas sempre desiguais
e todos os dias nasce um sol
em qualquer canto do mundo
existe sempre um sorriso
tocado por um raio de sol
J.A. 2013
sábado, 29 de dezembro de 2012
A chuva escorre na vidraça
no seu escorrer cheia de graça
em formas sinuosas
abre caminhos por onde passa
parecem Rios desavindos
parecem Mares em tormenta
mas não são mais do que são
lágrimas que do Céu
se soltam em convulsão
As janelas onde te guardo
tem o brilho das estrelas
e o baço de quem chora
o Mar em seu tormento
A nuvem negra que se rasga
num trémulo raio de Sol
uma flor que desponta
numa terra ávida de amor
A chuva escorre pela vidraça
semeando sal por onde passa ...
José Apolónia 27/12/12
mas não são mais do que são
lágrimas que do Céu
se soltam em convulsão
As janelas onde te guardo
tem o brilho das estrelas
e o baço de quem chora
o Mar em seu tormento
A nuvem negra que se rasga
num trémulo raio de Sol
uma flor que desponta
numa terra ávida de amor
A chuva escorre pela vidraça
semeando sal por onde passa ...
José Apolónia 27/12/12
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