O silêncio permanece imóvel
disposto a um canto, esquecido
como uma cómoda
ou outro qualquer móvel
num quarto escurecido, por entre a poeira
que se acumula nas memórias,
imóveis os sentimentos gritam
algo se quebra, estridente som
ecoa pela crista de uma onda
que se propaga, num vale perdido
o silêncio permanece imóvel
numa hora incerta do dia,
o Sol penetra por brechas de luz
esculpidas pelo tempo que levamos a perceber
a poeira que se forma nas memórias
esquecidas em uma qualquer gaveta
onde o silêncio permanece imóvel...
José Apolónia 19/06/13
quarta-feira, 19 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
LÁGRIMAS DE (a)MAR...
Meu coração bate forte
a tua ausência (a)MAR
que sinto na fria maresia
como espuma que esfuma
Enquanto por ti caminho
a cabeça esquenta, ao Sol
e os pés frescos de ti
alados por um desalinho
Transportam na fria brisa
um AMOR que de tão fino
se perpetua em meu peito
que desfeito chora, alegria.
Lágrimas de (a)MAR, salgadas
soltam-se quando te despenhas
por todo o meu corpo, sequioso
apenas de ti...
José Apolónia 18/06/13
a tua ausência (a)MAR
que sinto na fria maresia
como espuma que esfuma
Enquanto por ti caminho
a cabeça esquenta, ao Sol
e os pés frescos de ti
alados por um desalinho
Transportam na fria brisa
um AMOR que de tão fino
se perpetua em meu peito
que desfeito chora, alegria.
Lágrimas de (a)MAR, salgadas
soltam-se quando te despenhas
por todo o meu corpo, sequioso
apenas de ti...
José Apolónia 18/06/13
sexta-feira, 14 de junho de 2013
MURMÚRIOS DO (A)MAR...
MURMÚRIOS DO (A)MAR...
Acabou a Primavera
as folhas tingem-se
com as tuas cores
quando por elas caminho
ainda bebo a água fresca
nas mesmas fontes
e o Mar murmura de cor
palavras tuas, minhas
na rebentação, as cores o cheiro
das flores que despontaram
e ainda que assim te sinta nua
despida de pétala alguma
sinto que o que por ti nutri
não foi pecado foi Amor
abençoado por um Mar
que o levou, na tormenta
naufraguei e sobrevivi ...
José Apolónia 14/06/2013
Acabou a Primavera
as folhas tingem-se
com as tuas cores
quando por elas caminho
ainda bebo a água fresca
nas mesmas fontes
e o Mar murmura de cor
palavras tuas, minhas
na rebentação, as cores o cheiro
das flores que despontaram
e ainda que assim te sinta nua
despida de pétala alguma
sinto que o que por ti nutri
não foi pecado foi Amor
abençoado por um Mar
que o levou, na tormenta
naufraguei e sobrevivi ...
José Apolónia 14/06/2013
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