quarta-feira, 26 de junho de 2013

AMANHECEU ...


O dia ainda muito pequeno
corre em tons vários de azul
espraiado sobre um céu de Mar.

No horizonte o desenho a nevoa
exala calor este dia que começa
na azafama das gentes, a cidade
a vida fervilha de tons, cores o azul
cresce a avidez de viver o pleno
de navegar esse corpo de Mar
o vento a brisa que sopras
ainda adormecem teus olhos
os raios dormentes do Sol
estendem-se sob teu leito de Rio
por onde dedos se perdem
em caricias pelo concavo das ondas
exalas entoada, pequenas sinfonias
tingidas na tela ávida do azul
caminham pequenos, os passos ...

José Apolónia  26/06/13




quarta-feira, 19 de junho de 2013

BRECHAS DE LUZ ...

O silêncio permanece imóvel
disposto a um canto, esquecido
como uma cómoda
ou outro qualquer móvel
num quarto escurecido, por entre a poeira
que se acumula nas memórias,
imóveis os sentimentos gritam
algo se quebra, estridente som
ecoa pela crista de uma onda
que se propaga, num vale perdido
o silêncio permanece imóvel
numa hora incerta do dia,
o Sol penetra por brechas de luz
esculpidas pelo tempo que levamos a perceber
a poeira que se forma nas memórias
esquecidas em uma qualquer gaveta
onde o silêncio permanece imóvel...


José Apolónia  19/06/13


terça-feira, 18 de junho de 2013

LÁGRIMAS DE (a)MAR...

Meu coração bate forte
a tua ausência (a)MAR
que sinto na fria maresia
como espuma que esfuma

Enquanto por ti caminho
a cabeça esquenta, ao Sol
e os pés frescos de ti
alados por um desalinho

Transportam na fria brisa
um AMOR que de tão fino
se perpetua em meu peito
que desfeito chora, alegria.

Lágrimas de (a)MAR, salgadas
soltam-se quando te despenhas
por todo o meu corpo, sequioso
apenas de ti...


José Apolónia  18/06/13