terça-feira, 7 de janeiro de 2014

SENTIMENTOS...

SENTIMENTOS...

Ribeirinhos que se formam
com as primeiras lágrimas
por onde navegam barcos
papeis frágeis, formatados
por mãos que se dizem nuas
podiam ser as minhas, mas não
podiam ser as tuas, mas não
são apenas as lágrimas da rua
pintadas por um qualquer pintor
gravadas, esculpidas ou ditas
por alguém que se perdeu
ao navegar os Mares do Amor
em barcos recriados de papel
qual criança em seu esplendor
nos passos que nos antecedem
a estrela que em tudo nos ilumina
pelos rios que em nós se formam
existem correntes fortes
diria mesmo demasiado fortes
que nos atracam a um Porto
onde águas quentes escorrem
de teus olhos as lágrimas
por onde eu barco, navego ...

José Apolónia   07/01/2014



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

SERMOS APENAS NÓS...

SERMOS APENAS NÓS...

Os sentimentos pairam
como folhas libertas
teimam, subsistem
lembram borboletas
a esvoaçar coloridas,
pintam as vielas escuras
as tormentas da vida
escorrem pelas encostas
de uma Cidade sofrida,
trazem numa nova Alma
a descoberta a alegria
cantam-nos a energia
que corpo algum conhecia,
pintam a vida da cor do Rio
da cor da maré cheia ou vazia
do pôr-do-sol que adivinha
um outro nascer um outro dia,
os sentimentos pairam
sobre nós como dádivas
não adianta chorar ou fingir
mas adianta sermos apenas nós...


José Apolónia    4/12/13

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

MAS PORQUÊ...

As horas correm tanto
os dias então que dizer,
parece que voam
aparecem e desaparecem
sempre passa tudo mas tudo
tão rápido mas tão rápido
e não percebo sim não percebo
passa tudo e tudo passa
e esta ansiedade que me assola
porquê, porque me devasta

O relógio colado à parede
os olhos colados à parede
eu colado ao relógio
relógio quebrado no chão
as horas que não param
tu que não chegas
o beijo sozinho comigo
o tic tac quebrado que não pára
o livro ali mesmo à mão
mas a vontade o querer estar
apenas contigo que não passa
mas porquê se tudo mas tudo
passa ...


José Apolónia 28/11/13